ALBG intensifica atuação e protocola novas petições em defesa dos credores da Boi Gordo
Por Equipe ALBG - Santo André
24/09/2026 - Atualizado há 2 horas
A Associação dos Lesados pelas Fazendas Reunidas Boi Gordo — ALBG protocolou, neste mês de setembro, duas novas petições nos autos da falência da Boi Gordo. As manifestações reforçam o compromisso da entidade com a defesa coletiva dos credores e marcam mais um passo concreto na direção do que todos esperam: receber.
Acordo com o Grupo Golin: chega de esperar
Um acordo milionário foi firmado com o Grupo Golin e homologado pela Justiça. A primeira parte já foi paga. O saldo restante, porém, segue sem previsão concreta de desembolso e isso não é aceitável.
Com a abertura do prazo judicial para que os credores se manifestassem sobre o aditamento ao acordo, a ALBG foi a campo. Protocolamos manifestação formal exigindo a homologação imediata do instrumento e o início dos pagamentos na sequência, sem novos adiamentos ou rodadas de discussão sobre pontos já decididos.
Deixamos claro à Justiça que o tempo das negociações acabou. O acordo está feito, os termos estão definidos e o Grupo Golin precisa começar a pagar. Em caso de descumprimento, requeremos que a execução seja retomada de forma automática e integral, sem novas chances para quem já esperou demais.
Dinheiro em caixa: os credores têm direito de saber
Ao tomar ciência de novas transferências de valores para a conta judicial da Massa Falida, a ALBG identificou um problema que se arrasta há anos: os credores não sabem ao certo quanto há em caixa.
Valores provenientes de diferentes incidentes e acordos vêm sendo depositados na conta unificada da Massa, mas sem que essa informação chegue de forma clara e organizada a quem de direito. Os credores ficam no escuro, sem saber quanto há de dinheiro disponível para pagamento e quando o próximo rateio pode ocorrer.
Por isso, protocolamos petição exigindo que o Síndico preste informações detalhadas e atualizadas sobre o saldo em conta, que o Banco do Brasil forneça extratos completos das contas vinculadas ao processo e que essas informações passem a ser divulgadas de forma periódica a todos os credores.
Transparência não é privilégio. É obrigação legal! E a ALBG vai cobrar isso até o fim.
Essas duas petições são mais um exemplo disso. Enquanto houver dinheiro a ser recebido e informação a ser prestada, a ALBG vai continuar peticionando, questionando e pressionando = sempre em nome de quem mais importa: os credores.